Que dia, meus amigos. Que dia! Tivemos dois jogos, sete palpites distribuídos com a boa vontade de sempre, e o saldo? Dois acertos e CINCO furos. Pois é. O fechamento do dia, em vez de ser a consagração dos meus estudos aprofundados (risos), acabou sendo um fechamento de caixão para a esperança. A gente tenta, juro que tenta, mas tem dia que o universo conspirou para me lembrar que, no futebol, a única certeza é a incerteza.
O (nosso) adeus precoce
A noite começou com o baque da eliminação brasileira para a Noruega. Minha fé no nosso time me fez ir de Handicap Asiático -0.5 para o Brasil, acreditando na vitória simples. Furou, obviamente, porque a Seleção levou 2 a 1 e deu adeus ao hexa. A gente viu o Haaland decidir com dois gols e o Brasil de Ancelotti, que merecia vencer segundo o próprio técnico, desmoronar após os cinco minutos de domínio norueguês. A tal estratégia de recuar, meu caro, nem sempre paga o boleto.
Porém, em meio ao luto nacional e pessoal, tive dois lampejos de lucidez. Fui de ‘Ambas Marcam – Sim’ e ‘Mais de 2.5 Gols’, e ambos bateram. Pelo menos o show de gols e a participação ofensiva norueguesa eu vi, mesmo que tenha sido às custas da nossa alegria. Deu até para o Ibrahimovic, sempre diplomático, dizer que o Brasil nunca o convenceu, e para o Haaland, no auge, chamar de “a maior partida da história da Noruega”. Enquanto isso, a agente brasileira do Haaland, Rafaela Pimenta, vestia uma camisa dividida. Entendo a dor, Rafaela, a minha também foi grande.
Terra de ninguém (e de nenhum palpite certo)
Depois do drama brasileiro, mergulhamos no abismo da partida entre México e Inglaterra. Ah, esse jogo! Começou com atraso por uma tempestade na Cidade do México, o que já devia ter sido um aviso do caos que viria. Os torcedores mexicanos, sempre criativos, tentaram atrapalhar o sono inglês com fogos e buzinaço na madrugada. Deu em nada, a Inglaterra estava lá para jogar bola, não para ouvir mariachis.
Meus palpites para esse jogo foram uma ode ao erro. Fui de ‘Chance Dupla México ou Empate’, sonhei com ‘Menos de 2.5 Gols’, achei que ‘Ambas Equipes Não Marcariam’ e, para fechar com chave de ouro o festival de equívocos, ‘Empate no Primeiro Tempo’. Todos, absolutamente TODOS, furaram. A Inglaterra venceu por 3 a 1, o Henderson se machucou na comemoração, o Ochoa chorou na despedida da seleção e o técnico Thomas Tuchel, da Inglaterra, chamou o jogo de “maluco” e ainda reclamou da arbitragem (com sul-americanos no VAR, que coisa!). Eu não chamo de maluco, chamo de um espelho cruel dos meus piores instintos apostadores.
E assim foi o meu domingo de Copa, entre a eliminação da Seleção e a minha própria hecatombe nos prognósticos. Viver é muito perigoso, já dizia Guimarães Rosa em “Grande Sertão: Veredas”, e apostar, meu caro, é um perigo que a gente insiste em abraçar. Seguimos, quem sabe amanhã o vento muda e a gente acerta a cor do cavalo.
O Fechamento — como ficaram os palpites
| Jogo | Palpite | Odd | Resultado |
|---|---|---|---|
| Brasil x Noruega | Ambas equipes Marcam — Sim | 1.65 (betano) | Bateu |
| Handicap Asiático — Brasil (-0.5) | 1.83 (betano) | Furou | |
| Total de Gols Mais/Menos — Mais de 2.5 | 1.75 (betano) | Bateu | |
| México x Inglaterra | Chance Dupla — México ou Empate | 1.6 (betano) | Furou |
| Total de Gols — Menos de 2.5 | 1.6 (betano) | Furou | |
| Ambas equipes Marcam — Não | 1.78 (betano) | Furou | |
| Resultado do 1° Tempo — Empate | 2 (sportingbet) | Furou |


